sábado, 26 de dezembro de 2009

Fique sabendo

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

bzzzz

Todos vivendo seus próprios dramas

e a caça de insetos...

Outra prestação se dando por vencida

muriçocas temerosas zunindo orelhas.


Janelas Abertas Número 2

Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro / Percorrer correndo os corredores em silêncio / Perder as paredes aparentes do edifício / Penetrar no labirinto / O labirinto de labirintos / Dentro do apartamento / Sim, eu poderia procurar por dentro a casa / Cruzar uma por uma, as sete portas, as sete moradas / Na sala receber o beijo frio em minha boca / Beijo de uma deusa morta / Deus morto, fêmea, língua gelada / Língua gelada como nada / Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília / Em cada um matar um membro da família / Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia / O que aconteceria / De qualquer jeito / Mas eu prefiro abrir as janelas prá que entrem todos os insetos.

(Caetano Veloso)

sábado, 5 de dezembro de 2009

ópios ovnis zóios sóis ápice apêndicite luas......................

- e o côro dos crackeiros, no centro da cidade, ecou em silêncio

ópios ovnis

- e a boa preguiça se fazia sem farsa

zóios sóis

- já mandei contratar uns dois advogados

ápice apêndicite

- acho que está próximo de chegar alguma outra'jornada

luas......................

-tá me tirano, man?
-tá nietzscheniano, hein!

ópios ovnis zóios sóis ápice apêndicite luas......................


(fecha cena).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não sou o sol
do social

sem glamour, gueto
partido contrário

carro importado no beco
burguês favelado
se liga só branco-preto
malandro ou otário

efeito moral
de efeito
público-privado

Melhor que joguinho de palavras
só se for playstation

sou gente fina,
mas num pisa no meu calo
muito menos no meu tênis

e faço birra, só de sarro
do discurso acadêmico
meu guaraná virou conhaque
pois caí no contra-senso

caminhando contra o vento
sem lenço, nem documento

Nem sou o sol
do social
- ou de quase dezembro -
se é que você me entende(!?)

no tambor até que rola
mas, na opinião
é mero (pré)conceito

e por enquanto
deixo no gelo, pois
já cansei de
tentar ser sempre
o próximo eleito.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

EMA EMA EMA, cada um, com seus poEMA!


28/11 - sábado - 21h
I Sarau Literário da Cidade de Quadra
SARAUEMA

A Secretaria da Educação, Cultura e Biblioteca Municipal de Quadra convidam para o I Sarau Literário da Cidade de Quadra - SARAUEMA.


Os poetas Rui Mascarenhas; Fernanda de Almeida Prado, Alex Dias, e Francesca Cricelli (Sarau Chama Poética); José Luís Freitas (Sarau do Povo); Paulo Almeida (Sarau do Querô); Carlos Galdino (Candieiro Incendiário); Caco Pontes (Poesia Maloqueirista); Vlado Lima (Sopa de Letrinhas); Cláudio Laureatti (Sarau da Cesta) e o contista Calebe Morais integram a trupe de escritores que irão se apresentar na praça Chico Vieira, centro da cidade de Quadra, como parte do projeto Poesia Itinerante - Saraus Literários - promovido pela Casa das Rosas e a Biblioteca Municipal de Quadra.

O evento tem como proposta divulgar, derramar, espalhar e promover o saudável hábito da Poesia por todo interior do estado de São Paulo.

Compareçam, caravanem-se: todos vocês estão convidados para esse primeiro encontro lúdico com a palavra na Cidade de Quadra.

Serviço:
28/11 - sábado - 21h
Poesia Itinerante - Saraus Literários
I Sarau Literário da Cidade de Quadra
Praça Chico Vieira - Centro
Município de Quadra
Altura do KM 154
Rod. Pres. Castelo Branco

Informações:
Rosângela Camargo
(15) 3253-1106
Cristina Nolli
(11) 9310-6374
Principais acessos ao Município de Quadra
1.
Rodovia Presidente Castelo Branco, cujas ligações com a cidade de Quadra se dão através das Estradas Rurais "José Mascarenhas de Moraes", na altura do Km 154, e "Ataíde Vieira Quadra", na altura do Km 157 da rodovia;

2. Estrada Municipal "Monsenhor Silvestre Murari", que liga a cidade de Quadra ao Município de Tatuí, bem como à Rodovia SP 127, que permite o acesso às cidades de Itapetininga e outras da região sul do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O CORAÇÃO

O coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um - tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.

O outro - voa em mais virentes balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive de mel - a que se chama - crenças -,
Vive do aroma - que se diz - amor. -

Castro Alves

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

FaLópias

*outro dia recebi este e-mail:

From: sa.d.abreu@hotmail.com
To: sa.d.abreu@hotmail.com
Subject: Homem do Domingo - Topa?
Date: Sun, 25 Oct 2009 03:05:17 -0200


Oi, querido!

É o seguinte:
Eu e mais cinco garotas, cheias de predicados e beleza (hehehehe), uma de cada canto desse país, temos um blogue literário já faz um tempinho.
É o Versos de Falópio: http://versosdefalopio.blogspot.com/

Na reformulação feita mês passado, passamos a publicar um homem diferente por domingo. É o que chamamos de nosso 'homem do domingo'.
Já passaram por nossas mãos (rs): Tavinho Paes, Mário Bortolotto, Rodrigo Garcia Lopes, Paulo Castro, Marcelo Ariel e mais um monte de cara phóda.

Bem,
e aí a gente quer te convidar. A gente quer que você seja nosso "homem do domingo".
Topa?

É simples: um texto (tanto faz a forma e, se quiser, com imagem) e uma mini-bio.
(se o texto falar sobre mulher, melhor ainda!)

Manda pra gente, vai... Manda?

Um beijO,
Samantha

###

*aceitei o convite, logo, hOjE - 15/11, estarei lá com as moças...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Estréia hoje



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

academia buscando entendimento e compreensão

Marcelo Liberato de Souza show details Oct 26 to me

Olá!

Meu nome é Marcelo e sou aluno do curso de letras da UFPR.
Fiquei sabendo do seu trabalho e achei que poderia ser interessante pedir sua ajuda breve num folheto que estou fazendo para uma disciplina de literatura brasileira na Universidade.

Você vê alguma relação entre o movimento de poesia maloqueirista e o de poesia marginal? Você conhece algum movimento que hoje ainda se intitule "marginal"? Você acha que a poesia maloqueirista é influenciada pelos ideais e pelas obras dos marginais?

Valeu desde já!
(Ah, e a sua resposta, caso for dá-la, pode ser bem breve, até porque preciso terminar este folheto até a quinta-feira próxima)

Caco Pontes to Marcelo show details Oct 26 to Marcelo

Oi, Marcelo
Então, creio que inevitavelmente a gente acabe recebendo esta herança marginal da geração mimeógrafo, especialmente do cenário carioca que fervilhava e toda uma leva de gente que festejava a poesia com o corpo e a apoteose, consequentemente.
Quando começamos a difundir nosso trabalho, que na época acho que nem tinha esse compromisso, pois tratava-se somente de estado de espírito, sem pretensão de se equivaler ou assumir tal postura, já carregávamos essa identidade dos marginais setentistas indo p/as ruas com os livretos de poesia, fazendo intervenções performáticas em bares e praças públicas, mas sem a influência direta dos figuras que nos antecederam neste contexto. A referência foi surgindo aos poucos, mas não acho que isto deva ter legitimado nossa trajetória, talvez uma quase coincidência, devido ao fato de a cada geração surgir sempre um paralelo ao que veio antes, vide Manguebeat ser comparado ao Tropicalismo, por exemplo. Nos anos 80 rolou um movimento mineiro forte de poesia performática também e em seguida, nos anos 90, o CEP 20.000, do mesmo Chacal - que já vinha representando sua geração carregando este termo "marginal" - em parceria com Guilherme Zarvos, arrematando e suscitando muitas figuras que viriam desenvolver a partir de então, diálogos com a arte da poesia, tais como Michel Melamed, Viviane Mosé, Pedro Luís e tantos outros. Quando descobrimos isto, no início do século, também contribuiu bastante para a criação de uma identidade com a poesia na sua forma de expressão oral, considerando que vínhamos de uma geração anos 90 que viu o rap nacional explodir e teve a possibilidade de reconhecer cada qual sua própria verborragia, reflexão e denúncia, através daquela prosa poética seca e direta, trazida a tona por grupos como Racionais Mc' s, RZO, Consciência Humana etc.
E sobre existir o termo marginal ainda nos dias de hoje, pode crer que rola sim, mas com outras referências, com base na literatura de favela, surgida nos guetos e periferias, como fez o Ferréz com a coleção intitulada Literatura Marginal, lançada através da Revista Caros Amigos, também do início do século. Paralelamente surge o termo Literatura Periférica, legitimando este tipo de produção, abrangendo autores como Allan da Rosa, Sacolinha, Alessandro Buzo, Dinha e o pioneiro Sérgio Vaz, fundador do tradicional Sarau da Cooperifa, que reúne de forma intensa, semanalmente, pessoas pra declamar e ouvir poesia, num boteco de periferia na grande são paulo.
Abaixo te envio um texto que precisei enviar recentemente para fins de uma matéria ao jornal Boletim do Kaos, onde discorre-se um pouco sobre a trajetória da Poesia Maloqueirista.
Valeu!

Poesia Maloqueirista

A Poesia Maloqueirista nasceu em 2002, a partir do encontro de poetas que veiculavam seus livretos artesanais pelas ruas. Assim, passou a gerar um diálogo essencialmente mambembe, indo aonde o povo está, tradição esta que sempre resistiu aos meios de comunicação padrão. Passou a criar identidade em sua produção literária-artística a partir da vivência cotidiana na cidade, interagindo com todo tipo de transeunte, além de intervenções e assaltos culturais em praças públicas e bares, reunindo poetas como Berimba de Jesus, Caco Pontes, Pedro Tostes, Aline Binns, Renato Limão, Inayara Samuel, Maurício Marques, Aline Reis, entre outros, advindos das mais variadas regiões sub-urbanas de São Paulo, ou mesmo do Rio de Janeiro, onde se aliou a movimentos como Filé de Peixe e Ratos di Versos.
Acompanhando também a trajetória dos saraus espalhados pelas vilas e guetos de SP, o coletivo fortaleceu a corrente tendo como característica uma pegada nômade, com traços de terrorismo poético, irreverência e denúncia, sem levantar bandeiras específicas. Desde então mantém uma proposta multifacetada, sendo a poesia base de linguagem, abrindo o campo de criação e troca de experiências desenvolvendo sarau, oficinas, eventos multimídia, banda, possibilitando assim uma popularização maior da poesia. Alguns acontecimentos já se tornaram clássicos, como Revista Não Funciona, C.A.I-MAL (Centro de Ação In-formal), Interferência Modulada, ÓperArua, Orquestra Megafônica e Experimento Prosótypo. Atualmente o coletivo mantém atividades no bairro do Morro do Querosene, Zona Oeste de SP e desde maio acontece mensalmente a Récita Maloqueirista, no Espaço dos Parlapatões, Pça.Roosevelt, com a idéia de centralizar um sarau que possa reunir pessoas de regiões variadas, além da comunidade local, buscando diversidade e entretenimento.

Mais informações, acesse: poesiamaloqueirista.blogspot.com

2009/10/26 Marcelo Liberato de Souza <mls_41@yahoo.com>
- Show quoted text -

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

A seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes dispersos pelo mundo.

A ESPELHO ATLÂNTICO vêm sendo realizada há dois anos na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, acompanhada por um público crescente e fiel. O cronograma do evento paulistano inclui a exibição de 11 filmes, africanos, europeus e brasileiros sobre a temática, sendo a maioria inédita em São Paulo.

A abertura da Mostra acontece na terça-feira, 10 de novembro às 19 horas, no Espaço Matilha Cultural, com coquetel e a primeira exibição em 35mm de “Graffiti”, dirigido por Lilian Solá Santiago. Na noite da abertura, haverá também uma performance CORES DA PERCUSSÃO, com o duo Simone Soul e Marina Uehara.

De 10 a 15 de novembro de 2009 (terça a domingo)

Exibições gratuítas, sempre às 19:00h.

ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo – Brasil (próx. à R. da Consolação)
fone:11 3256.2636

Mais informações sobre a Mostra:

http://liliansantiago.blogspot.com/

http://matilhacultural.com.br/2009/10/espelho-atlantico-mostra-de-cinema-da-africa-e-da-diaspora/


PROGRAMAÇÃO E SINOPSES

Dia 10/11 - terça-feira - abertura com coquetel

Graffiti (ficção / documentário)

Lílian Solá Santiago (Brasil, 2008, 10 min.)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das semanas mais sinistras que essa cidade já viveu – dos ataques do PCC, e a violenta revanche da polícia em 2006. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Com Sidney Santiago e Chico Santo.

Sessões: 19:30, 20:00, 21:00 e 21:30 horas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

cachorro louco!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CAFÉ LITERÁRIO

MESA: A POÉTICA DA IRREVERÊNCIA - 31 de Outubro – Sábado - 12h00

SATYROS I

MEDIADOR: Marcelo Rubens Paiva

DEBATEDORES: Carlos Hee - Contardo Calligaris – Ivana Arruda Leite

MESA: A POÉTICA DA TRANSGRESSÃO - 01 de Novembro - Domingo - 12H00

SATYROS I

MEDIADOR: Samuel Leon

DEBATEDORES: Clarah Averbuck – André Santanna - Cláudia Wonder - Santiago Nazarian

MESA: A POÉTICA DA METRÓPOLE - 02 de Novembro - Segunda - 12H00

SATYROS I

MEDIADOR: Roberto Moreno

DEBATEDORES: Caco Pontes - Luis Francisco Carvalho Filho - Fernando Bonassi